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Wildlife

“ACABOU DANDO CERTO”

Victor Lazarte achava que tinha mais chances de fracassar do que de dar certo ao fundar o que se tornou o unicórnio de jogos Wildlife. Dez anos depois, a empresa vale mais de US$ 3 bilhões 

Os irmãos Victor e Arthur Lazarte começaram a programar jogos na adolescência. A dupla dividia o sonho de transformar a diversão em negócio, mas seguiu caminhos mais tradicionais ao terminar a faculdade. Ambos se formaram em engenharia na Universidade de São Paulo. O primeiro ingressou no banco de investimentos JP Morgan. O segundo na consultoria de estratégia BCG. Apenas um ano mais tarde, decidiram deixar tudo para trás e dar uma chance para a empreitada.  
No começo a empresa passou a produzir jogos grátis. De 2011 a 2019, o nome deixava clara a proposta de diferenciação escolhida pelos irmãos: TFG – top free games. Com o tempo, o negócio começou a ser monetizado de formas variadas. Para alguns jogos, o modelo adotado foi a assinatura. Para a maior parte, o acesso continua gratuito, mas existe a venda de itens dentro do jogo, como skins – ou a aparência externa dos personagens – e passes de temporada, espécie de pré-venda de atualizações. Outra frente tem sido anúncios dentro dos jogos. 
Mais recentemente, os irmãos Lazarte passaram a reforçar a frente de conteúdo, em parceria com outros criadores, com a formação de novos estúdios independentes – que aproveitam a estrutura de distribuição da Wildlife. Por enquanto foram anunciados três deles, todos nos Estados Unidos: Never Forget Games, SuperWOW! e Foxbear. Na outra ponta, contratou profissionais de peso para fortalecer a plataforma. Sean Boyle, ex vice-presidente responsável pela divisão de negócios na nuvem da Amazon, tornou-se vice-presidente de operações e finanças da empresa. E Robby Andrews, um dos membros fundadores do time de crescimento do Instagram e ex-vice-presidente do Facebook, passou a ser o principal executivo de publicações. A Wildlife tem hoje mais de 100 milhões de usuários de jogos como Tennis Clash, Zooba e Sniper 3D. A indústria de games só cresceu na pandemia, e hoje já fatura cerca de US$ 80 bilhões no mundo – e mais da metade do uso está em dispositivos móveis. A seguir, a entrevista concedida por Victor Lazarte, de 37 anos, por e-mail.

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