NEGWix_176_15.jpg
Unico

“O SUCESSO É PERIGOSO”

Para Diego Martins e Paulo Alencastro, cofundadores da unico, entender esse fato levou à reformulação total do negócio – o que o permitiu chegar à categoria de unicórnio

A aura de glamour em torno das empresas que ultrapassam o valor de mercado de 
US$ 1 bilhão pode ofuscar o caminho tortuoso muitas vezes percorrido para chegar até lá. O caso da idtech unico (sim, com a primeira letra minúscula e sem acento) mostra a dimensão dos obstáculos que podem se colocar nessa trajetória. Diego Martins começou a empreender em 2007. Logo depois, juntou-se a ele Paulo Alencastro. Os dois construíram a empresa Acesso Digital, com a proposta de digitalizar documentos para grandes empresas. 
Mas eles decidiram mudar tudo, uma década mais tarde. Diante da estagnação das vendas, a dupla reformulou o foco do negócio para a oferta de serviços de identidade digital. Não foi um caminho sem dor. Mais da metade dos funcionários pediu demissão. Para os que restaram, foi preciso criar uma metáfora radical: todos ali estavam numa ilha e haviam colocando fogo no barco. “Seria preciso construir uma nova forma de voltar à terra firme”, afirma Martins. “Hoje é superconfortável falar sobre usar mais essas tecnologias. Mas, em 2016, poderia parecer assustador”, diz Alencastro. 
Depois de provar ao mercado que a transição havia dado certo, a companhia atraiu investidores apenas em 2020. A empresa recebeu um aporte de R$ 580 milhões, numa rodada liderada por SoftBank e General Atlantic, em setembro de 2020. A pandemia ajudou a impulsionar os negócios de biometria e assinatura digital e, quase um ano mais tarde, os mesmos fundos injetaram mais R$ 625 milhões no negócio. A seguir, os principais trechos da conversa de Martins e Alencastro a Época Negócios. 

GloboMais.jpg

Gostou? Para ter acesso a essa reportagem completa e ao conteúdo integral da edição, acesse a Época Negócios pelo aplicativo Globo+, que está disponível na Google Store e na iTunes Store. 

GoogleStore.png
AppStore.png