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Gerações

SINAL DOS TEMPOS

Como resultado do avanço da agenda de diversidade no Brasil, empresas começam a adotar práticas para incluir profissionais mais velhos no mercado de trabalho 

“Eu não tenho idade, eu tenho tempo.” A frase de Elza Soares, que faleceu em janeiro, aos 91 anos, marcou a forma como ela lidava com a passagem dos dias. No comunicado sobre a sua morte, a equipe e a família da cantora escreveram: “Feita a vontade de Elza Soares, ela cantou até o fim”. Dias antes de falecer, Elza se apresentou para uma multidão em Belém do Pará. Ao mesmo tempo em que ícones como ela demonstram a potência da capacidade humana com quase um século de vida, dados da consultoria Maturi, especializada em criar oportunidades de trabalho para pessoas com mais de 50 anos, mostram que as grandes empresas têm apenas de 3% a 5% do quadro de colaboradores nessa faixa etária. Para as mulheres, o cenário é ainda mais cruel: elas enfrentam dificuldades na recolocação profissional a partir dos 40 anos. 
O preconceito contra pessoas mais velhas por causa da idade ficou conhecido como etarismo, idadismo ou, na referência direta do termo original em inglês, ageismo. Aos poucos, o tema entra no radar das empresas que, seguindo o caminho natural da vida, estão mais maduras com relação à discussão sobre diversidade e inclusão. A agenda ganhou espaço após o esforço para inserir mulheres no ambiente de trabalho. Depois, especificamente no Brasil, a contratação de pessoas com deficiência se tornou prioritária por causa da lei de cotas. Na sequência, entraram as ações para os públicos que compõem a sigla LGBTQIAP+ e a questão de equidade racial. Agora, chegou a vez daqueles que abriram os caminhos do mercado de trabalho para muitos das gerações mais jovens, e que hoje se beneficiam de políticas inclusivas e têm ambientes corporativos diversos e sustentáveis. 

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