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SINAIS DE UM OUTRO MUNDO

A relação das pessoas com o trabalho passou por enormes transformações nos últimos anos – e a pandemia trouxe questionamentos ainda mais profundos. Época NEGÓCIOS apresenta cenários que começam a surgir à frente, sob a lente de quem está construindo essa nova realidade

Por gerações, organizamos nossa vida ao redor do trabalho. Nossos empregos ditavam onde decidíamos morar, quando víamos nossas famílias e as atividades que podíamos espremer no nosso tempo livre. E se pudéssemos reverter isso – e começar a planejar nosso trabalho ao redor das nossas vidas?”
A provocação feita pelo americano Adam Grant, psicólogo organizacional da Universidade da Pensilvânia, resume o espírito da época que paira entre trabalhadores de escritórios em todo o mundo. A consultoria de estratégia McKinsey investigou essa tendência junto a 5.774 funcionários de grandes e médias empresas em cinco países – Austrália, Canadá, Cingapura, Reino Unido e Estados Unidos. Metade deles indicou a intenção de encontrar um novo trabalho nos próximos seis meses. Segundo o relatório divulgado em outubro, a inquietação, em grande parte acelerada após a pandemia, é a busca por um novo senso de propósito, um sentimento de identidade compartilhada e interações com significado – não necessariamente pessoalmente – no lugar de contatos apenas transacionais.
Esses questionamentos tocam alguns dos aspectos mais fundamentais das nossas vidas profissionais – onde, como, quando, com quem e para quem vamos trabalhar. Para encontrar respostas sobre os caminhos que estão se desenhando à frente, Época NEGÓCIOS falou com quem já começa a vislumbrar e a construir esse futuro. Numa série de entrevistas, Guilherme Benchimol, presidente executivo do conselho de administração da XP, a consultora e futurista Amy Webb, Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, cofundadores da fintech e unicórnio Brex, Pedro Bueno, presidente do grupo Dasa, e Thomaz Srougi, fundador e presidente do conselho da rede de clínicas populares Dr. Consulta, dividem suas visões e experiências sobre esses temas.
O conjunto acompanha um mergulho no amplo levantamento sobre gestão de pessoas realizado pela 25ª pesquisa das melhores empresas para trabalhar da consultoria Great Place to Work no Brasil. A referência das melhores é fundamental não apenas para acompanhar as transformações que já se impuseram – mas também as que ainda estão por vir.Bem, se a humanidade levou 2,5 milhões de anos para chegar ao que é hoje, não dava para esperar que as empresas se transformassem radicalmente da noite para o dia. Ainda assim, há avanços dignos de celebração nesta décima edição do Época NEGÓCIOS 360°, o primeiro anuário a fazer uma avaliação abrangente das empresas, por meio da análise de indicadores em seis dimensões relevantes para os negócios e para o relacionamento das companhias com a sociedade e com o mundo: Desempenho Financeiro, Governança Corporativa, Inovação, Pessoas, Sustentabilidade e Visão de Futuro. “Em 2012, quando foi lançada a primeira edição do anuário, com 200 empresas participantes, lembro-me de que tínhamos o sonho de fazer algum dia o ranking 360° com pelo menos 360 empresas”, diz o consultor Heiko Spitzeck, professor da Fundação Dom Cabral (FDC), parceira responsável pela metodologia da pesquisa das melhores empresas. “Fico feliz que neste ano estamos batendo o recorde de participações, com 418 empresas, o que atesta a crescente representatividade obtida pela publicação ao longo dos anos.” 

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