REVIRAVOLTA NO SETOR FINANCEIRO

O que significa o open banking para bancos, empresas e clientes

No início dos anos 80, uma campanha publicitária do Banco Noroeste procurava atrair clientes oferecendo uma conversa mais amigável do que a encontrada na concorrência. A imagem era forte: um comercial de televisão mostrava um cliente sentado em uma cadeira projetada para alguém dez vezes maior. “Se você se sente assim ao falar com o seu banco, venha para o Noroeste”, afirmava, pomposamente, o locutor. O tempo passou. Desde a época de divulgação desse comercial, o sistema bancário brasileiro passou por cinco moedas, oito planos econômicos e 16 ministros da Economia ou da Fazenda. O banco Noroeste foi vendido ao Santander em março de 1997. Algo, porém, não mudou: a relação de desigualdade entre os clientes e os grandes bancos. Os gigantes bancários de varejo possuem em abundância dois recursos escassos no Brasil. Um deles é capital, que permite conceder empréstimos. O outro são as informações sobre os clientes, que possibilitam diferenciar facilmente os bons e os maus pagadores. Agora, uma iniciativa do Banco Central (BC) pretende reduzir pelo menos essa desvantagem. Denominado open banking, esse programa vem sendo discutido desde 2018 e começará a valer em novembro deste ano. Ele deverá ser implantado em fases ao longo dos próximos 15 meses, até novembro de 2021. Sua meta é facilitar a circulação de informações no sistema bancário. Isso terá duas consequências. Vai permitir que os clientes conheçam melhor os produtos dos bancos, podendo comparar preços e tarifas. E também tornará possível aos banqueiros identificar com precisão os fregueses que querem conquistar. O BC visa aumentar a concorrência, reduzindo os juros do crédito e as tarifas bancárias.

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