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Matéria de capa

INOVAÇÃO PARA COMBATER A POBREZA

Com escala, metas e colaboração, o ecossistema de enfrentamento à miséria passa por uma transformação inédita no Brasil

Um burburinho diferente movimentou um grupo de jovens no bairro de Bangu, no Rio de Janeiro, em meados de julho. Ali, e em outras periferias e favelas do país, está em processo o esforço para divulgar as inscrições abertas para a primeira turma de um curso voltado para a formação de jovens, com mil vagas. O resultado da seleção deverá sair este mês e, de acordo com os planos, a turma começa no mês seguinte. Para muitos deles, será a primeira oportunidade de ingressar num curso profissionalizante numa carreira promissora. Para a empresa, é uma novidade tão ou mais transformadora. A iniciativa faz parte de algo maior – o Projeto Bora, cujo objetivo é formar 5 milhões de brasileiros nos próximos dez anos, no primeiro programa de inclusão produtiva da companhia. Uma gama de iniciativas compõe o programa, desde o auxílio a pequenos varejistas fragilizados com a pandemia até a formação de jovens. Numa das frentes, a ideia é abrir para a comunidade as portas de sua universidade corporativa, que formou cerca de 5 mil funcionários da área de tecnologia nos últimos três anos. “A gente saiu da postura de apenas ‘mitigar impactos negativos’ para dar um salto no impacto líquido da empresa na sociedade, e torná-lo positivo”, diz Jean Jereissati, presidente da Ambev (veja entrevista na pág. 66).  
As três empresas trabalham com a ideia de transformar o turismo espacial em algo possível – para poucos, claro. A proposta é tão incrível quanto controversa. Críticos questionam, afinal, quantos problemas em terra firme os bilhões de dólares que colocam meia dúzia de pessoas no espaço poderiam resolver. O fato é que as novas jornadas fora da superfície terrestre resumem a dimensão das mudanças em curso em nossas vidas. Se entrar em órbita ainda parece muito distante do horizonte do cidadão comum, em menos de cinco anos, milhões de pessoas poderão sair dos aeroportos de grandes cidades ao redor do mundo e voltar para casa num carro voador, ao preço de uma corrida de táxi. No caminho de casa, será possível passar em frente a casas feitas em impressoras 3D, erguidas em poucos dias. Para o jantar, o pedido poderá ser sanduíche com hambúrguer produzido em laboratório, com o uso de inteligência artificial – talvez entregue por drones. Suas roupas serão confeccionadas com fibras recicláveis, cujo histórico – da origem do tecido à produção – será rastreável por blockchain. À noite, uma soneca com um travesseiro inteligente, que percebe o ritmo de sua respiração e induz a um sono mais profundo, permitirá que você possa sonhar com o que mais ainda está por vir, como Branson sugere. 

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