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Entrevista

"DISPUTAR DE IGUAL PARA IGUAL NÃO ME LIVROU DOS PRECONCEITOS"

À frente da maior divisão de negócios da Bayer na América Latina, o engenheiro Maurício Rodrigues fala sobre sua carreira e como se tornou um líder da discussão racial nas empresas

Ser uma exceção tornou-se uma constante na vida do engenheiro Maurício Rodrigues, presidente da divisão de agronegócios da Bayer para a América Latina. Ele conta que, como aluno de um dos melhores colégios de São Paulo, o Bandeirantes, ele era o único negro. O mesmo acontecia no curso de inglês que frequentava. Mais tarde, foi um dos pouquíssimos (“três, no máximo”, diz) entre cerca de 900 alunos da escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Na pós-graduação, há uma década, era a única pessoa negra como mestrando no antigo Ibmec (antes da cisão que deu origem ao atual Insper). 
A experiência fez com que ele pudesse competir em pé de igualdade para as melhores posições no mercado de trabalho. O peso de ser uma exceção, porém, representou uma pressão adicional. “Querendo ou não, tem aquela sensação de você não pertencer àquele lugar”, diz. “Também tem a sensação de que você precisa se provar mais, porque invariavelmente as pessoas pensam que não terá capacidade para fazer aquilo.”

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