ENTRADA PELA PORTA DA FRENTE

Substâncias como LSD, ecstasy e psilocibina protagonizam um novo capítulo na história da psiquiatria. A medicina psicodélica deve movimentar perto de US$ 7 bilhões até 2027

Esqueça mantras, florestas ou xamãs. Não pense na atmosfera do filme Hair nem em jovens vislumbrando céus multicoloridos e animais falantes. Imagine, sim, uma sala agradável que tem som ambiente suave e iluminação delicada. Presentes, só o terapeuta, a dosagem controlada de substância psicodélica e o paciente em tratamento, pronto para passar pela experiência descrita por especialistas como “expansão da consciência”. Esses são os componentes de um novo capítulo na história da psiquiatria. Ao ser utilizada na busca de tratamento para doenças mentais, a droga psicodélica preconiza o enfrentamento de memórias e registros que levam a mente ao sofrimento. A substância psicodélica pode ser sintética ou extraída da natureza (veja quadro na página 81). As mais estudadas até o momento são LSD e MDMA (a metilenodioximetanfetamina, denominada popularmente ecstasy ou molly), sintetizadas em laboratório, e psilocibina, ibogaína e ayahuasca, encontradas em plantas. Está documentado que essas drogas atuam no neurotransmissor serotonina, associado a sensações de prazer e bem-estar. Quando usadas como instrumento terapêutico, facilitam o acesso a pensamentos, vivências e lembranças que vagam no cérebro. O paciente pode, então, identificar situações e emoções que estão na base de doenças psiquiátricas graves e para as quais a medicina até hoje não ofereceu uma resposta satisfatória, como a depressão resistente a tratamentos (refratária) e o transtorno de estresse pós-traumático.

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