O FUTURO DA SAÚDE

A pandemia de Covid-19 trouxe à tona uma série de problemas que se acumulavam há anos nos sistemas de saúde mundiais. A boa notícia: a crise vai impulsionar o progresso tecnológico de que o setor tanto precisa

Nunca antes os sistemas de saúde mundiais estiveram em tanta evidência. Diante de uma pandemia de escala inédita desde a gripe espanhola de 1918, a infraestrutura médica se vê pressionada ao limite — e, com ela, os profissionais que atuam na área. Há décadas já havia indícios de que o setor não estava funcionando tão bem quanto poderia. Agora, a crise da covid-19 faz com que seja impossível ignorar os sinais. Estamos diante de uma tempestade perfeita que reúne, de um lado, uma estrutura ultrapassada e sem recursos suficientes e, de outro, um aumento na demanda que expôs as deficiências do setor em escala global. Isso ocorre a despeito do crescimento considerável nos gastos mundiais com saúde desde a década de 80, de políticas públicas voltadas à área e de mudanças no estilo de vida da população. Muitos motivos determinam a elevação desses custos. Em primeiro lugar, a expectativa de vida está subindo em todos os países. Até 2030 o número de pessoas com 60 anos de idade ou mais será superior ao número daquelas com menos de 10 anos — fato inédito na história da humanidade. Essa mudança demográfica de proporções planetárias aumenta a demanda sobre o sistema de saúde, que precisa atender às necessidades de uma população em processo de envelhecimento. Como exemplo, nos Estados Unidos os cidadãos com mais de 60 anos respondem por quase metade dos custos de saúde, embora representem apenas 22% dos pacientes.

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