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Como trabalham os investidores que fazem aportes milionários em startups

Curitiba, terça-feira, 15 de outubro de 2019, 5 horas da tarde.
Alphonse Voigt, 46, João Del Valle, 40, e Wagner Ruiz, 41, se reúnem a portas fechadas com o americano Robert Anderson, 36. Os brasileiros são sócios da fintech Ebanx, fundada em 2012. Robert representa o fundo de capital de risco FTV Capital, com sede em São Francisco. Depois de três dias (sábado e domingo incluídos) analisando contratos que chegam fácil às 500 páginas, os quatro finalmente dão fim ao acordo iniciado seis meses antes. Até lá, foram cerca de 180 horas em calls e encontros entre advogados e as partes, mais 290 horas aproximadamente em reuniões e trabalhos internos, para estratégia e due diligence — uma espécie de avaliação do risco da transação, conduzida pelos investidores.
A canetada final — um aporte milionário (de valores não revelados) na conta da startup — e o Ebanx chega a um valuation de, no mínimo, US$ 1 bilhão. Em vez de sair para comemorar, Alphonse, João e Wagner preferem tirar o dia seguinte para celebrar com os funcionários, em uma festa na sede da fintech.
Quinta-feira, 17 de outubro. E Wagner volta à realidade:
–Putz! Agora passou. Temos de continuar trabalhando e entregando...
Vida normal no escritório do Ebanx. “O mais difícil de chegar aqui é manter a posição”, diz ele.
Dois anos atrás, a startup passou por uma situação semelhante, também com a FTV Capital. Em um 12 de dezembro, quente para as médias curitibanas, a startup especializada em processamento de pagamentos cross border para e-commerces como Airbnb, AliExpress, Spotify e Uber recebia seu primeiro e único aporte até então — US$ 30 milhões, para expansão global do negócio. Naquela ocasião, a conquista foi celebrada pelos fundadores com drinques, em um restaurante da capital paranaense. “Houve um amadurecimento da empresa entre o primeiro aporte e o segundo”, diz Wagner.

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