PUBLICIDADE, COISA DE GENTE BRANCA!

Como as marcas realmente podem contribuir para a causa racial

Nasci na zona leste de São Paulo, entre Artur Alvim e Itaquera. Na infância, para diminuir um pouco a pressão de ser uma menina preta, minha mãe me levou pra alisar o cabelo. Eu tinha 5 anos. Lembro de implorar e chorar horrores pra que ela fizesse isso! Fui criada por outras mulheres negras que também alisavam o cabelo, e tenho na memória o nome dos produtos, seu cheiro e a dor que eles causavam no meu couro cabeludo. Pra ser sincera, esse procedimento era a parte mais suave; a pressão estética de não pertencer ao padrão dos anos 90, que ia de Xuxa a Barbie, me esmagava antes do hidróxido de sódio. A televisão não retratava a minha realidade, minha cor e nem nada que se parecesse comigo. Então, um dia olhei pra minha mãe e perguntei o que eu precisava fazer para trabalhar na televisão e fazer propaganda. Não que ela soubesse muito, mas me falou algo como publicidade, marketing, sei lá, coisa de gente branca. Explicado!

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