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A ERA DOS UNICÓRNIOS

Como uma nova geração de empresários – movidos a bilhões de dólares de investimento de risco – começa a transformar o cenário de negócios do Brasil

O topo da lista das empresas mais valiosas do Brasil é dominado por uma monotonia que, por muito tempo, pareceu inabalável. Até o sino da B3 sabe que a mineradora Vale, a estatal Petrobras, o Itaú Unibanco e a fabricante de bebidas Ambev parecem sedimentadas entre as maiores companhias privadas do país. 
A estreia do Nubank na bolsa, esperada para os primeiros dias de dezembro, depois do fechamento desta edição, pode mudar essa composição de maneira significativa. A abertura programada para acontecer na Bolsa de Nova York, mas com lançamento de títulos de ações (BDRs) na B3, deve elevar o banco a esse grupo restrito. A fintech, que nasceu há menos de dez anos, poderá atingir – de acordo com estimativas mais conservadoras – o valor de mercado de US$ 50 bilhões. Considerando a cotação atual do dólar, esse montante a coloca com folga à frente do Itaú Unibanco, banco com maior valor de mercado da América Latina (em torno de R$ 200 bilhões), e entre as quatro companhias brasileiras mais valiosas. 
O fato tem significado além do vertiginoso sucesso, pelo menos até aqui, de um empreendimento isolado. É também a demonstração mais tangível do impacto que os unicórnios – empresas que atingem um valor de mercado acima de US$ 1 bilhão – podem ter no cenário de negócios no Brasil. Neste ano, o Nubank recebeu, em duas rodadas, o maior aporte individual já destinado a uma companhia na região – no valor de US$ 1,15 bilhão, o maior da história na América Latina. 

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